Em relação às guerras, acredito que vocês tenham em mente que elas são provocadas não por decisão do Estado em si, mas do Estado enquanto representante executivo dos interesses da classe burguesa. E que, independente das consequências da guerra, o Capital em si, se transforma, criando outras alternativas para sua reprodução.
De acordo com Marx, essas Crises são Cíclicas; mas tem um pensador chamado István Mészáros, que está vivo ainda!, em seu livro, Para Além do Capital, ele diz que estamos vivendo uma fase de crise estrutural do capitalismo, não somente uma crise econômica. E se é estrutural, pode trazer o fim da humanidade, ou a barbárie - onde as forças de produção humanas regredirão - ou trará a revolução proletariada.
Usamos o termo “proletariado” hoje em dia, para designar a classe trabalhadora e portanto, não burguesa. Mas isso deforma a concepção de proletariado. Vamos lá:
De acordo com Marx, o proletariado é a classe que produz as riquezas MATERIAIS (não dinheiro, ou capital) necessárias a humanidade, como alimentos, roupas, transporte, etc. Bem, como a nossa sociedade é dividida em classes, a dominante expropria a produção MATERIAL (necessária a humanidade), e a transforma em dinheiro, o que permitirá que ela produza capital, lucro, mais valia em si.
Exemplo: a safra de arroz é colhida por proletários. Eles fazem parte da produção, desde o semeio, aragem, estocagem, etc., todo o processo. No final, toda a produção desse trabalho vai para as mãos do dono - o burguês - da indústria. Ele, o burguês, vai vender sua safra no mercado, transformando a riqueza MATERIAL produzida nas fábricas, pelos proletários, em dinheiro.



